quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Porque raios?

É que dá vontade sabe? Vontade de quebrar tudo. Desarrumar o que está arrumado, quebrar uns vidros, socar rostos, vomitar de tanto nervoso. Dá vontade de xingar, arrancar meus cabelos. Não. Uma coisa que eu aprendi com a minha mãe, é que nessas horas você imagina uma privada. Imaginou? Agora enfia a cara lá dentro e grita o mais alto que você conseguir. Funciona, ô se funciona. Pra dar uma melhorada na eficiência você imagina seu corpo totalmente invertido e sua cabeça enfiada na privada verticalmente. O desespero era tanto que eu não só imaginava, mas realmente enfiava a cara na privada e gritava, e meus gritos vazavam pela casa, e depois saía andando de nariz em pé, e nada havia acontecido. Mas ultimamente a maneira de voltar ao normal é pensar em mim. Em tudo que eu já fiz . Não me dando à importância mas pensando em por quantas coisas eu passei . Aí vem logo uma boa taça de vinho na minha cabeça, um papelzinho e uma caneta. E se a vida é curta demais para se beber maus vinhos, mas porque raios me dá tanta raiva na hora ? Mas outra coisa que eu aprendi faz pouco tempo, é me dar ao respeito. Porque todo mundo é muito sábio quando se usa sábias palavras. O complicado, meu amigo, é virar essas palavras pra gente mesmo. Fiquei sabendo que um casamento de  31 anos de uma muito amiga, acabou. Porque ele a trocou por outra. Não vou falar sobre esse assunto, pois meus olhos enchem de lágrimas e perco as forças só de me por eu seu lugar, e se o amor fosse meu. Não tenho aguentado ver filmes sobre isso, ouvir músicas sobre isso, nem ler livros sobre isso. Mas não pude evitar de ouvir esse final sem feliz. Acontece que eu estou tão feliz. Tenho sentido tanto orgulho de dizer o meu anteriormente do amor . Mas está aí, a vida tá passando, tá seguindo, o tic-tac tá batendo, o sangue correndo. Pra no final pensar  "a vida é boa, irmão". Eu tenho pensado nisso tudo pra acabar com a minha vontade de explodir garrafas de vinho na parede e me acalmar. Achei o meu eu pra voltar à escrever. Pensar de novo "calma, tudo têm dois lados pra gente olhar" e ao invés de olhar pra esse lado meio violento e sem jeito, eu tô aprendendo à olhar o outro. Minha respirações mais profundas agora são de acalanto e calmaria. Imagino um milhão de passarinhos saindo de mim e me desfazendo quando respiro desse jeito. Imagino eles indo embora, sem ter previsão de chegada até conseguir o que eles queiram. Pra pensar em como tudo pode passar, se ajeitar. Não sentir remorso e você receber os beijos mais verdadeiros entre todos os poetas românticos.

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